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stive presente pelo Viveiro,  nesta quarta, 24 de agosto, na entrega da segunda edição do Prêmio Cidades Sustentáveis, promovido pelo Programa Cidades Sustentáveis (PCS) e organizações parceiras.

Foram premiadas as administrações de municípios que se destacaram pelo desenvolvimento de políticas públicas bem-sucedidas e com resultados mensuráveis em oito áreas:Educação para a Sustentabilidade; Criança; Cultura; Bens Naturais Comuns; Esporte; Governança; Mobilidade e Saúde.

Conheça a lista dos ganhadores:

Foto: site PCS
  • Área temática: Educação para a Sustentabilidade

– Cidades médias e grandes       – Cidades pequenas
1º Guarujá (SP)                           1º Ubiratã (PR)
2º Toledo (PR)                            2º Tietê – (SP)
3º Curitiba (PR)                          3º Belo Oriente (MG)

  • Área temática: Criança

1º Tietê (SP)
2º Guarujá (SP)
3º Toledo (PR)

  • Área temática: Cultura

1º Rio das Ostras (RJ)
2º Macaé (RJ)
3º Curitiba (PR)

  • Área temática: Bens Naturais Comuns

– Cidades médias e grandes        – Cidades pequenas
1º Toledo (PR)                             1º Tietê (SP)
2º Campinas (SP)                        2º Quatro Pontes (PR)
3º Maringá (PR)                          3º Ubiratã (PR)

  • Área temática: Esporte

1º Toledo (PR)
2º Rio das Ostras (RJ)
3º Belo Oriente (MG)

  • Área temática: Governança

1º Barueri (SP)
2º Canoas (RS)
3º Ubiratã (PR)

  • Área temática: Mobilidade

1º Salvador (BA)
2º Fortaleza (CE)
3º Rio das Ostras (RJ)

  • Área temática: Saúde

– Cidades grandes     – Cidades médias    – Cidades pequenas
1º Campinas (SP)     1º Guarujá (SP)      1º Tietê (SP)
2º Salvador (BA)      2º Toledo (PR)        2º Caratinga (MG)
3º Curitiba (PR)       3º Canoas (RS)        3º Ubiratã (PR)

Na temática Educação, a diretora do Cenpec – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação, Maria Alice Setubal, foi responsável por entregar o prêmio aos vencedores. Ela destacou uma indagação geral da sociedade sobre o que as crianças estão aprendendo para exercer a sua cidadania no século 21. “Quando a gente pensa nas escolas no mundo, sobretudo no Brasil, o ensino está muito voltado para um passado e eu acho que a questão da sustentabilidade é uma possibilidade de um eixo que faz essa articulação entre passado, presente, futuro em um sentido que a gente possa pensar o que é essa cidadania do saber, o que nós estamos deixando de legado para as próximas gerações.”

A gestora do Cenpec também afirmou a necessidade de pensar a educação num eixo mais macro apontando três direções: a ampliação da aprendizagem derrubando os muros entre a educação forma, não-formal e informal, a interdependência entre as pessoas e o meio ambiente e a escola aberta à comunidade e não apenas aos pais dos alunos

Na área de Criança, o instituto Alana foi o parceiro para avaliar as políticas voltadas para infância. Laís Fleury  contou que para a seleção foram desenhados  indicadores sobre o assunto levando em consideração cinco eixos: cidade para crescer com conhecimento, cidade para crescer com saúde, cidade para crescer protegido, cidade para crescer brincando e cidade que respeita e aplica o Estatuto da Criança e do Adolescente. “Esse indicadores envolvem questões mais básicas, desde mortalidade infantil, desnutrição até agendas mais modernas, como a expansão de áreas verdes e políticas de trânsito. Mas dentro desses indicadores tiveram duas categorias que tiveram um destaque maior: Educação para Sustentabilidade e Qualidade de Vida e Equidade e Justiça Social e Cultura de Paz.”

Na temática cultural, o Sesc foi o parceiro e Maria Alice Oieno apresentou a premiação explicando o que é cultura. “A gente entende cultura como uma expressão artística, música, teatro, poesia, enfim. Mas qualquer forma de estar no mundo do ser humano é entendida como cultura, O que ele come, a forma como come, como se relaciona, como se estrutura o núcleo familiar e por aí vai. Aquilo que está da pele pra dentro e também como o indivíduo tem que se relacionar com o que está de fora da pele. Esse trajeto do lado de dentro da pele com o que está do lado de fora é a cultua. Claro que isso não é fácil em um país  como o nosso, nem em uma cidade como São Paulo em que a gente tem culturas que chegam de toda parte do mundo. Mas a cultura é algo que tem que ser amparado por qualquer gestão publica, porque é uma coisa que  as pessoas precisam para conseguir viver plenamente .”

Em Bens Naturais Comuns , seja com a preservação, conservação ou sua recuperação,  a responsabilidade de selecionar e apontar os vencedores foi da própria equipe técnica do Programa Cidades Sustentáveis. Essa avaliação passou tanto pela análise das boas práticas inscritas como por um conjunto de indicadores que foram preenchidos no sistema. E mais uma vez Toledo apareceu como município ganhador (somava no final da cerimônia 5 prêmios!), nesse caso pela boa prática na implementação em parques lineares urbanos.

Para Esportes, o Prêmio contou com a parceria da ONG Atletas pelo Brasil. A diretora da organização e também ex-atleta, Patrícia Medrado, destacou a importância do olhar para o esporte como algo sistêmico, universal e amplo para modificar a educação e a saúde. “Nós vivemos um momento em que se fala muito dos esportes. Agora com a organização das Olimpíadas ficou muito claro que é uma grande ferramenta de transformação social, que promove impactos positivos em várias áreas. Então a gente passa a entender que uma cidade que tenha a população ativa é também mais sustentável.”

Em Governança, Maurício Piragino, da Escola de Governo, falou como o tema ainda é uma novidade na cabeça dos gestores, políticos e da população de uma forma geral, mas de sua importância  para influenciar e mudar o cenário do país. “Falar de governança no século 21 é falar das políticas públicas terem legitimidade e para isso acontecer é essencial a participação popular. Sem ela não há como realizar o desenvolvimento sustentável.”

Piragino também disse que reparou no hino dos municípios ganhadores para saber que lição eles passam através de seus cantos. E destacou de Ubiratã, o terceiro colocado, a passagem ‘amada e gentil’, de Canoas o trecho ‘que a força é a união’ e de Barueri, ‘bom exemplo para toda a nação’.

Na temática de mobilidade urbana, Thiago Benicchio, do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP) também argumentou sobre a novidade do tema. “Especialmente com esse nome, mobilidade. É uma questão que afeta toda a população, direta ou indiretamente. No tempo de deslocamento, nas mortes em ocorrências, no acesso a equipamentos da cidade e no coletivo dos municípios nas questões ambientais, econômicas e no bem estar geral.

O gerente do ITDP, instituto que se juntou ao Prêmio Cidades Sustentáveis nesta edição, ressaltou a dificuldade que os municípios têm para monitorar indicadores relacionados ao trânsito que não tenham relação direta com o que é feito para os automóveis. E foi nessa análise que se embasou para criar os critérios de avaliação para a premiação.

Em Saúde a parceria foi do Instituto de Saúde e Sustentabilidade. Sua diretora afirmou que o Programa Cidades Sustentáveis a ajudou a mudar sua visão sobre saúde simplesmente como assistência. “ Nós nos baseamos em três indicadores para a avaliação. Iniciamos com 250 indicadores, que foram os ODS Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), os indicadores do Ministério da Saúdes, os do próprio PCS e de outros programas utilizados para premiar cidades inteligentes. Mas a preocupação do Instituto foi escolher mais do que indicadores que todo mundo conhece. Queríamos ampliar, levando em consideração a promoção da saúde e qualidade de vida, que hoje é o conceito mais importante na área em gestão de saúde pública. Ele não não foca apenas  no  tratamento da doença. Um exemplo é o índice de gestação em adolescentes ou a metragem de área verde de uma cidade que impacta em muito mais questões.

No começo da premiação Oded Grajew, coordenador geral do Programa Cidades Sustentáveis , falou que se sente feliz de estar em contato com iniciativas tão positivas enquanto percebe um desalento em relação a familiares e amigos que lidam diariamente com notícias tão negativas do que está acontecendo no mundo. A questão do Prêmio é exatamente esta. Ter a oportunidade de ver quanto coisa boa está sendo construída, resgatar a fé em bons gestores e  reconhecer o trabalho dessas equipes. Celebrar a boa de políticas públicas e incentivar para que mais cidades sigam esse caminho e o país e o mundo se transformem.

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