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fim do ano está quase lá. Falta apenas mais um pouquinho. Tem gente fazendo aquele esforço para aguentar mais alguns dias, porque afinal 2016 não foi fácil! Mas sempre é bom comemorar.

Realmente, um ano tumultuado! Teve muita coisa bizarra acontecendo, tipo a vitória do Trump (pra não apontar o dedo nas feridas políticas brasileiras) , atentados terroristas, mortes de ídolos queridos, como David Bowie. Mas teve outras coisas engraçadas também como o retorno das cinzas do Pokemon e outras para se orgulhar, como o  show das meninas do futebol nas Olimpíadas do Rio.

O twitter já fez até uma retrospectiva com os fatos que achou mais relevantes. Dá pra sorrir e chorar em 3 minutos.

Independente das coisas ruins ( e talvez por isso),  a gente está sempre comemorando o fim de um ano ou o início de um novo. Mas afinal de contas, qual é essa com esse  lance de celebrar os finais e os começos?

O porquê do Natal

Você já se perguntou por que celebramos o Natal? Para quem é cristão, existe um consenso de que no dia 25 de dezembro se festeja o nascimento de Jesus Cristo. (embora os historiadores acreditem que ele tenha nascido bem antes desta data, sem indicar ao certo quando foi.)

Outra origem da celebração no dia 25 é uma festividade romana pagã chamada Natalis Solis Invictus, que marcava a volta dos dias mais longos depois do solstício de inverno. O festejo ocorria logo após a Saturnália, outra comemoração popular na Roma antiga, na qual era comum a realização de grandes banquetes e troca de presentes. Alguma semelhança???

Os povos nórdicos também não ficam para trás quando se trata de uma festança. Mais ou menos no mesmo período, em 21 de dezembro, celebravam o Yule, um ritual que também servia para marcar o retorno do sol. A data era marcada pela acendimento de grandes fogueiras que simbolizavam as novas colheitas e conquistas, além dos grandes rebanhos que seriam consumidos no próximo ano.

O Natal na data que conhecemos hoje só foi incorporado pela igreja romana no século IX, quando o cristianismo se tornou a religião oficial do Império. Mas a data oficial era o dia 6 de janeiro, quando muita gente hoje em dia está desmontando as árvores (veja bem!!) E os presentes? Bem os presentes ficavam para o Ano Novo, como uma forma de todos se sentirem motivados por mais um ciclo que se iniciava. Mas sabe como é. As coisas foram mudando, lá pela era vitoriana.

Pra quem é de outras religiões essa magia toda perde o sentido, mas nem por isso se deixa de celebrar. É comum ver pessoas de outras religiões desejando o tradicional “Feliz Natal” e se reunindo com familiares nesta época do ano, principalmente no Brasil, um país cheio de misturas culturais. Mas dificilmente você verá suas casas decoradas, ceias esbanjando comida e a espera pelo bom velhinho.

E o Ano Novo?

O Ano Novo já é um pouco mais laico, mas não menos cheio de rituais. Os romanos foram quem  instituíram o Ano Novo no dia 1º de janeiro, como o primeiro dia do ano. Mas nem sempre foi assim. Antes o Ano Novo era celebrado entre 25 de março e 1º de abril. Até hoje pode ser comemorado em datas diferentes dependendo do país, da cultura e da religião.

No Japão, como aqui no Brasil, a chegada de 2017 será no dia 1º de janeiro. Lá  a festa acontece um pouco antes por causa do fuso horário e a comemoração dura três dias. O costume é comer macarrão, que simboliza uma vida longa, ir ao templo rezar e pedir um ano novo de sorte.

Já para os judeus, por exemplo, o Ano Novo ou Rosh Hashaná é comemorado no primeiro dia do mês do Tishrei, primeiro mês do calendário judaico (sétimo mês no calendário bíblico e nono mês no calendário gregoriano). A data é determinada pelas fases da lua e festejada durante dois dias com carnes  ensopadas e doces.

Na Índia, o ano novo pode cair em três datas diferentes dependendo da região do país. No sul é em 1º de março, no centro e leste em 1º de outubro e na comunidade tâmil, em 14 de abril. Uma semelhança: uma festa de luzes (com duração de 5 dias) para afastar as forças do mal e honrar o retorno da deusa da prosperidade, Lakshmi.

Os rituais

É lentilha na ceia, sete ondinhas na praia, calcinhas de cores específicas, champanhe, caroços de romã… Isso tudo antes de gastar um tempão decorando a casa, escolhendo uma árvore,  comprando presentes, cartões… Mas afinal, por que tudo isso? São os últimos dias do ano ou do mundo?

O final do ano é como um ritual de passagem para muitas pessoas. Uma época de reflexão, de fazer balanços,  observar a fluidez do tempo, consertar erros, buscar esperança. Por isso tantos rituais fazem sentido, estar junto dar presente, celebrar a vida é importante!

É um novo começo e ao mesmo tempo a continuação de algo que não se acabou e que talvez nem tenha fim. Mas comemorar é inerente ao ser humano. É preciso! Mesmo diante das coisas ruins, celebrar é um modo de mudar de sintonia. E por isso nós celebramos essa passagem de um mero 6 para 7 . Que venha 2017!!

Nós do Viveiro temos muito que comemorar e repensar sempre. Este ano foi intenso, cheio de aprendizados e com muitas novas portas se abrindo – por aqui o céu continuou azul, mesmo com as notícias não tão bacanas que aconteceram por aí. Aprendemos a crescer. Logo menos, duas unidades lindas e apaixonantes novinhas entrando em funcionamento e sabe onde? No Beco do Batman!!

Um spoilerzinho da novidade:

#Fikaadica Natal 2016/Ano Novo 2017

  • Quer dar presente? Faça você mesmo ou compre de quem faz. Em bazares beneficentes também é uma ótima opção. Separamos este link do Natal sem Shopping onde você pode encontrar diferentes lugares aqui em SP para realizar uma experiência de compra de forma mais alternativa e consciente.
  • Considere chamar alguém para sua ceia de Natal  que poderia ficar de fora de uma comemoração, como um refugiado, por exemplo. O Migraflix já iniciou esta campanha. Que tal abrir um espaço na mesa? Olha aqui!
  • Seja o Papai Noel. Adote uma cartinha da campanha dos Correios, uma iniciativa com mais de 25 anos e que ajuda a realizar o desejo de crianças das escolas da rede pública de ensino (até o 5º ano do ensino fundamental) e de instituições parceiras, como creches, abrigos, orfanatos e núcleos socioeducativos.
  • Não cozinhe ou compre comida como se não houvesse amanhã. Primeiro que você passará o resto da semana comendo a mesma coisa ou tudo de alguma forma irá para o lixo. Que tal pedir para cada família/grupo convidado levar um prato pequeno e assim além de tudo amenizar os gastos do anfitrião?
  • Não faça tantas promessas. Comece 2017 zerado!

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